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196 pessoas são resgatadas em situação de trabalho escravo no PI

Seis empregadores foram autuados e estão na lista suja.

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Foi divulgada uma lista sobre o trabalho escravo nesta semana, com 165 empregadores entre empresas e pessoas físicas no Brasil . Desses, seis são do Estado do Piauí e a maioria está envolvida com a extração da palha da carnaúba. Muitos empregadores retiram os direitos das pessoas que fazem a extração da cera de carnaúba, a exemplo do salário mínimo.

Em 2016 foram resgatados 196 trabalhadores e seis empregadores estão na lista suja do trabalho escravo.

Segundo Adriana Cavalcante, assessora da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG) as condições em que trabalham são precárias e jornadas de trabalho excessivas. “Os trabalhadores são obrigados a trabalhar com produção, então eles tem que cumprir uma determinada meta para receberem seus dinheiros, passando entre 10, 12 horas trabalhando em situações degradantes, salubres e no meio do mato”, comentou.

Adrianda conta que os próprios trabalhadores são responsáveis por levar o próprio alimento, beber água e dormem ao relento.

As denúncias chegaram até o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que tem equipes responsáveis par avaliar e investigar as informações e podem agir finalizando com os autos de infrações.

“No momento que se constata as situações de degradância de condições análogas de trabalho escravo, o grupo que promove aquela ação precisa fazer os resgates daqueles trabalhadores”, relatou a auditora Soraya Lima Fernandes, acrescentando que os auditores notificam a empresa ou o empregador pra fazer os devidos pagamentos e garantir direitos como o seguro desemprego.

O Governo Federal proibiu a divulgação da lista em 2014, mas em 2016 o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu mantê-la diante de uma ação do Ministério Público do Trabalho contra a União. “Esta lista é um dos principais componentes do combate ao trabalho escravo no Brasil. Ela é alojada, inclusive em toda parte do mundo e reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas). A importância dela serve como um gerenciador de risco para as empresas”, disse Edno Moura, procurador do trabalho.

Segundo o procurador as empresa flagradas tem uma dificuldade em firmar contratos e de obter créditos junto tanto nas instituições públicas e privadas. As empresas temem se associar àquelas que foram flagradas.